© 2011 por TALITA GUIMARÃES BARROS | PSICÓLOGA ONLINE. 

Conselhos para combater a compra compulsiva

O consumismo é um grande problema na sociedade moderna e está acompanhado pela ideologia do "ter", em que, muitas vezes, a aparência e o externo vale mais que o "ser" e o interior de cada pessoa.

Associado à indústria cultural e aos meios de comunicação de massa, o consumismo pode levar à compulsão e caracterizar uma patologia. Como tal, merece atenção e tratamento especializado.

A oniomania vem crescendo e, com ela, consequências como transtornos de impulsividade, ansiedade e angústia, o que acarreta sofrimento psíquico e prejuízo social, laboral, relacional e financeiro.

E apesar de atualmente vivermos a era de consumismo, este não é tão recente assim. O termo "consumo conspícuo" surgiu a partir da crítica do sociólogo e economista Thorstein Veblen durante o século XX nos Estados Unidos, no período pós-guerra, e era atrelado a um comportamento econômico confuso e irracional.

Mas como saber se o ato de comprar caracteriza uma compulsão? Em primeiro lugar, é necessário distinguir o consumo do consumismo. O primeiro é a aquisição ou compra de produtos ou serviços necessários. Já no segundo, existe uma necessidade de comprar algo supérfluo, que, muitas vezes, nem chega a sair da sacola ou do armário.

Assemelha-se à dependência de drogas, pois está ligado ao sistema de mecanismo compensatório neurológico na busca por prazer e gratificação. Durante esse processo, são liberados neurotransmissores (dopamina, serotonina, noradrenalina) responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar e que reforçam o comportamento, gerando a dependência.

Neste ciclo vicioso, a busca por gratificação ou a eliminação de alguma sensação desagradável está no ato de comprar, e não do objeto de compra. Está mais atrelado ao poder, à visibilidade social e a receber atenção por meio do status de consumista. Quando um comprador compulsivo se vê impossibilitado de realizar suas compras, a abstinência é sentida como um profundo mal-estar. Muitas vezes, o impulso ou a vontade de comprar são sentidos como intrusivos, o que os tornam difícil de controlar. E quando a compra ocorre, é vivida uma sensação de recompensa psicológica. Em contra partida, após as compras, são frequentes sentimentos de culpa, angústia, estresse e caos.

Esta doença tem tratamento e implica psicoterapia individual ou grupal e, em alguns casos, o uso de medicamentos. Uma forma de tratamento grupal que tem se mostrado bastante eficaz é o grupo devedores anônimos.

Embora o tratamento seja imprescindível, elaboramos cinco conselhos para controlar a compulsão por compras:

  1. Faça uma compra o mais consciente possível, elabore listas e verifique a real necessidade de cada item. Evite entrar na loja e já comprar; entre, pesquise e volte outro dia para fazer a compra.

  2. Evite o uso do cartão de crédito, pois, com ele, muitas vezes, cria-se a ilusão de que não se está gastando.

  3. Observe quais estímulos geram o "ir a compras". Por que isso acontece? Angústia, conflitos, alteração de humor, intolerância às frustrações cotidianas? Ou fuga da realidade?

  4. Busque outras fontes de satisfação e reconhecimento social e pessoal.

  5. Realize acompanhamento psicoterapêutico e invista em autoconhecimento. Aprenda a lidar melhor com seus impulsos e ter uma vida mais saudável.

Portanto, fiquemos atentos a esta doença que tem sérias consequências.

E que tal iniciar um processo de autoconhecimento?

Autora: Talita Guimarães Barros

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